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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Roubando Vidas...

Oláaa galeraaaaaaaa....
Bem hoje o papo é sobre cinema, o texto é uma dissertação sobre as tecnicas de câmera usadas no filme Roubando Vidas (2004) do diretor D. J. Caruso. Um ótimo filme na minha opinião, um roteiro cheio de surpresas que prende a atenção do espectador.

O filme é uma história de suspense envolvendo uma investigação policial sobre vários assassinatos, por ser suspense já podemos esperar grandes feitos com a câmera e a iluminação para dar charme e aguçar os sentimentos do público.

A fotografia do filme é fantástica, a pelicula tem uma alta granulação, o que remete ao efeito de imagem "suja", misteriosa, aumentando o suspense. A iluminação montada submetesse a granulação da película, causando mistério, com a granulação e a iluminação adequada ao gênero do filme causa uma tensão no espectador.

O diretor trabalhou muito com super closes (mostra detalhes significativos para a cena.), pois com isso aproxima o espectador dos personagens incentivando a identificação com tal. Com o super closer o suspense aumenta, a tensão também, o espectador presencia tudo de muito perto, quase tendo a pespectiva do personagem. Também é usado os planos médios, esse por sua vez não aproxima tanto o público do personagem, mas o deixa atendo para tudo que está acontecendo e o que pode acontecer em cena.

Quando se fala de movimento de câmera em Roubando Vidas o que prevalece são movimentos lentos e suaves, que chega a incomodar o telespectador e despertar a curiosidade de saber o que vem a frente. Esse movimento é uma forma de revelar aos poucos a cena, levando o suspense as alturas. Os movimentos mais usados são os travelings sutis, Pan (que não é tão usado, mas aparece.) com o objetivo de situar o espectador no espaço, A câmera na mão também é ultilizada caracterizando ao espectador uma visão subjeitiva da cena, come esse movimento o público se incomoda, pois é como se os personagens estivessem sendo observados, vigiados.

As cenas sempre são feitas com fundos desfocados e focos pontuais nos personagens, ou seja, chegasse a concluusão que o diafragma foi uultilizado bem aberto, com isso diminuindo o campo focal.

Bem, o filme usa de técnicas de fotografia bem simples, mas que acarreta ao filme uma vasta gama de sentidos, e o principal deles é o suspense gerado.

Aqui só se falou de técnicas de câmeras, mas o roteiro também é ótimooo, vale a pena conferir.

By Papo de Muleka.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A publicidade de nossas vidas

Um dia, há milênios, um parente próximo do Pithecanthropus erectus partiu para uma longa jornada através da terra misteriosa e desconhecida.
Palmilhou vales, galgou montanhas, atravessou rios, penetrou florestas e, com os recursos ainda restritos do seu raciocínio, notou singularidades na natureza, que nele despertaram a idéia da publicidade.
Observou que o murmúrio do regato lhe servia para anunciar, à distância, a presença da água fresca que lhe saciara a sede; que as feras em cio, com seu rugido medonho, chamava ao longe o companheiro apaixonado; que, no meio das árvores frondosas, os pássaros de mais lindas plumagem e canto mais maviosos eram os favoritos dos corações das fêmeas silenciosas, e que os frutos, com o colorido maravilhoso das suas cascas, atraíam a vista penetratante das aves famintas, as quais, satisfeita a sua voracidade, espalhariam mais tarde pela terra fecunda as sementes que fariam brotar outras árvores cheias de frutas; que as próprias flores, exalando seus perfumes e revelando com seus matizes infinitos a sua presença, serviam-se desses meios para atrair os insetos que levariam para outras corolas o pólen fecundador, obedientes às leis imutáveis da natureza, na sua ânsia de vida e de renovação.
Depois de muito caminhar, chegou a uma tribo estranha e hostil. Mas, seu desejo de ali permanecer era mais forte que os temores da morte e do perigo, revelados pelos olhares cruéis e traiçoeiros que o fitavam.
Lembrou-se, então, do que observara na natureza, e resolveu usar os mesmos recursos. Por sua vez, seu sexo despertou, e a cobiça das mulheres a dar-lhe, ainda mais, esse desejo de atrair e dominar a tribo, conquistando-as aos seus companheiros.
Procurou imitar o regato e o rouxinol e cantou; lembrou-se dos frutos coloridos e tatuou-se; recordou-se do perfume das flores e untou-se com ervas e pétalas aromáticas e, desde esse tempo, de geração em geração, da idade da pedra à civilização contemporânea, a criatura humana fez da publicidade, inspirada nos ensinamentos da natureza, a arma suprema de competição com seus semelhantes, de divulgação dos seus méritos e encantos, de realce dos seus recursos e suas criações, a ponto de, muitas vezes, erguer os medíocres acima dakeles que o superam em tudo, os quais, entretanto, na sua timidez ou modéstia, deixan-se ficar na inércia, no esquecimento, na obscuridade.

Do livro O homem sem máscara. Ary Kener, (1951, p. 17)

O fato é que a publicidade está inserida em nossas vidas, a muito mais tempo do que imaginamos, e por mais que ela possa trazer benefícios ou malefícios, não conseguimos viver sem ela, não falo de publicidade de produto somente, mas sim do publicitário que cada um tem dentro de si. sim publicitário. Todos nós somos publicitários, vendemos nossa imagem, seja para conseguir um emprego, seja para conseguir um namorado, ou até mesmo uma amigo. Colocamos uma máscara, interpretamos um papel adequado para cada situação, isso tudo para alcançar nossos objetivos. É isso que a publicidade faz, mostra o que você quer ver, o que você que sentir, para te atrair, te conquistar. Isso é uma coisa ruim? Depende de como você usa isso, tanto na publidicidade comercial quanto na publicidade pessoal... Defina bem seus objetivos, pois como disse antes ela traz beneficios como também traz maleficios, e as consequencias para uma publicidade não pensada é a ilusão, o vazio e até mesmo o abandono.

Papo de Muleka